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ANATEL admite rever metodologia de medição da qualidade da Internet

Ao final da audiência pública promovida pela ANATEL, na tarde de hoje, a agência admitiu a possibilidade de rever o método de medição da qualidade do sinal de Internet previsto na proposta do Regulamento de Gestão da Qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia. A Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (ABRINT) criticou o uso de software para medir a qualidade do sinal. O documento sugere que as empresas que oferecem serviços de internet (tecnicamente conhecidas como SCMs - Serviços de Comunicação Multimídia) disponibilizem um software com o qual os usuários poderão aferir a velocidade da rede.

Muitos parâmetros afetam o teste. A qualidade da máquina do usuário, o comportamento dele na Internet e o número de máquinas ligadas a uma mesma rede são alguns deles, explica Basílio Perez, diretor da ABRINT. Erich Rodrigues, vice-presidente da associação, disse que a ANATEL precisa criar condições para efetivar a concorrência no mercado, atacar as causas e não monitorar as consequências da baixa qualidade de conexão em alguns lugares. Ele cobrou o compartilhamento da última milha (que é o uso dos recursos de rede ociosos) do uso dos postes e a participação dos provedores regionais em leilões de frequência.

A ABRINT esteve em Brasília durante todo o dia de hoje para participar de audiências públicas de duas regulamentações que tramitam na ANATEL. No período da manhã foi debatido o Regulamento do Serviço de Comunicação Multimídia.

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